Vida ao ar livre

 © Abelardorocks 

© Abelardorocks 

Um lugar que está sempre aberto, chova ou faça sol. Todos podem ir e não requer um cadastro prévio. Costuma ter capacidade para várias pessoas e também animais. Ele é seu e também de todo mundo. Pode vir, pode chegar, vem e vai quando tiver vontade. Sabe de que lugar falo?

Todo espaço público!

No interior, na capital. Nas Américas ou Europa. No centro, nas periferias, são eles os parques, praças, bosques, jardins.

Só pra passar, cortar caminho, contemplar, caminhar, passear com a criança, o cachorro. Pra sentar e fazer nada, ler um livro, conversar, conhecer gente, plantas, e a si mesmo. 

Brisa, cheiros, paisagens espontâneas compostas de horizontes planos ou verticais.

É comum frequentar o parque quando crianças ou quando temos uma criança em casa, um cachorro ou uma pessoa que precise distrair, as vezes um vovozinho. É bom, tomar o sol da manhã, sentir o frescor da tarde. Também quando procuramos um lugar ao ar livre para fazer exercícios. 

Mas, como mais ele pode ser utilizado além de servir de passagem ou usufruto por suas propriedades naturais? 

Bom, diria que a nossa primeira formação em Educação Física são esses momentos do corpo no espaço, amplo, cheio de possibilidades. De acordo com como somos estimulados essas possibilidades são maiores ou menores. Por isso a formação pode ser rica ou pobre, independente de status financeiro.

Faço uma rápida viagem no tempo e lembro de como usamos esses espaços, eu e meus amigos e famílias. Acho que fizemos bom uso até hoje, o que me faz procurar por esses mesmos locais quando viajo, pra onde quer que seja. 

E adivinhe? Os espaços públicos falam a mesma língua, da linguagem corporal.  Assim como os  esportes, os mesmos praticados em escolas ou clubes. Os coletivos, de quadra, e os individuais que precisam de um grupo de participantes para acontecer. 

Jogos de basquete, futebol, volei, ganham novas regras, as que fazem o jogo possível com numero específico de participantes, tempo de prática e espaço com características próprias. Esse jogo em nada perde para o que usa as regras das competições profissionais. 

Freestyle de skate, patins, bicicleta. Xadrez, cricket, softball. Taco, queimada, capoeira.

Tudo é possível no espaço público, e isso dá um certo ritmo, tom e direção ao nosso caminho. O que ganhamos com uma vida ativa que reune pessoas por objetivos comuns, não depreciativos, gratuitos? 

Mesmo sem muito embasamento teórico sei que conseguimos identificar que não se assistia tanta Tv como hoje, não se passava tanto tempo sentado, sozinho e solitário. A dor da inatividade hoje é uma constante em nossas vidas. 

E não venha me dizer que a culpa é da tecnologia :)

Todos os tempos sempre foram corridos, de acordo com as características pertinentes de sua era. Trabalho, família, vida afetiva sempre foram fontes de preocupações, e dores inclusive. Mas em qualquer que fosse a época, um prado verdinho, pessoas reunidas debaixo de um céu imenso ou de uma copa de árvore, pareciam buscar o mesmo sempre. Alívio.

Como você usa o espaço público, como acha que isso é bom para você?

Qual você acha que seria ou seriam bons usos para esses espaços? Você mudaria algo para melhorar? Gostaria de usar mais? Usava mais quando criança? Como era? Era bom? 

Você encontra amigos nesses lugares? Como seu vizinho usa? 

Pergunte-se, pergunte, não precisa ter as respostas. As dúvidas falam por si só, assim como os espaços. Pergunte e use!  

Pensou naquela praça, o seu lugar do coração desde criança que anda meio caidinha e acha que com cuidado e carinho podia fazer uma praça feliz? Conheça sobre a praça Abelardo Rocas Facebook.com/abelardorocas